Matteo:
Certo, ela não estava um pouco bêbada. Parecia estar no mesmo nível de embriaguez da noite em que nos casamos.
Então eu me lembrei da euforia que ela demonstrou quando passamos em frente à capela do Elvis falso de Las Vegas. A insistência para entrarmos lá foi dela, embora eu não me lembrasse ainda de quem tinha sido a estúpida ideia de nos casarmos.
A informação de que ela era fã do Rei do Rock me dava uma dica de que devia ter sido dela.
— Foi por isso, então, que você decidiu que queria ter um casamento celebrado por um sósia do Elvis? — perguntei.
Ela deixou de sorrir, parecendo chateada.
— Não... Eu não queria o Elvis celebrando meu casamento. O que eu queria mesmo era algo mais tradicional, em uma igreja, com o padre de verdade, ou pastor, ou um monge... tanto faz... Alguém com alguma autoridade espiritual, sabe? Mas, ei, o que são todas essas caixas? Você vai se mudar? Não pode se mudar, nós somos casados. Com quem vai ficar a guarda do Doc?
Tentei ignorar o fato de que