Capítulo 11 — Eliza Vasconcelos
O braço começou a doer de verdade só depois.
Talvez porque, até então, eu estivesse ocupada demais fingindo que nada tinha acontecido.
Ou talvez porque o corpo sempre demora a cobrar o susto.
Estava revisando algumas anotações na minha mesa quando movi o braço para pegar um arquivo e senti uma fisgada.
— Ai…
Baixei o olhar.
E vi.
Um roxo começando a surgir perto do antebraço.
Arroxeado.
Escuro.
Feio.
Passei os dedos de leve e fiz uma careta.
Definitivamente eu ti