O tempo no Hospital Memorial não era medido por relógios, mas pelo ritmo mecânico dos respiradores e pelo silêncio sepulcral dos corredores da UTI. Contudo, para Eros Cavalcanti, o tempo ganhara uma nova unidade de medida: o crescimento de Gabriel. O pequeno guerreiro, que nascera como um sopro frágil de trinta e duas semanas, finalmente recebera a alta que parecia um milagre.
A saída de Gabriel do hospital não foi acompanhada por flashes de fotógrafos ou alardes da imprensa, que Eros mantinha