Na quinta noite da viagem, pouco depois do jantar, começou uma chuva forte e constante, com ventos quase hipnótico, contra o vidro amplo da suíte.
Helena estava descalça próxima à varanda, observando o mar desaparecer entre os relâmpagos distantes, enquanto segurava uma taça de vinho já esquecida pela metade.
O vento úmido atravessava as cortinas claras. Atrás dela, Lorenzo observava em silêncio e talvez fosse a primeira vez em muito tempo que ele conseguia parar apenas para olhar a mulher que