João Collins
Já fazia um mês desde o velório, e a dor continuava esmagadora. Cada dia parecia um borrão de horas que se arrastavam, sem propósito, sem direção. Eu acordava e ia dormir com o mesmo peso no peito, uma sensação constante de vazio que parecia impossível de preencher. A ausência de Anna e do nosso filho era uma ferida aberta, que doía a cada respiração. Meus pais e minha tia Helena vieram me visitar, e eu sabia que estavam preocupados, mas eu não tinha energia para tranquilizá-los. E