Filhos do Sangue , Minha rainha Verdadeira
Filhos do Sangue , Minha rainha Verdadeira
Por: Walesca santos
01

Adália☪

Passei a mão na testa limpando o suor, a tarde estava quente demais, sol nos castigava pesadamente, por Deus, se eu continuasse ali com certeza seria um belo assado mais tarde.

- Adália - Ouvi o chamado de meu pai - Pare de enrolação com a água - Gritou .

Acabei de chegar até nossa casa colocando o balde cheio em cima da mesa, meus irmãos logo atacaram, parecia que não tomavam água há meses, quando na verdade só tinha preguiça de ir até o poço e encher o balde, quando a água acabasse.

- O jantar está pronto? - Balancei a cabeça confirmando - Então o sirva o muda imprestável - Dahoma adorava mandar, mas só levantava o lugar para trabalhar vendendo estatuetas quando o sol não estava quente demais para castigar a pele. Neví gostava de ser servido, tinha em sua mente que deveria ser tratado como um rei depois de horas de trabalho.

E meu pai, bom, ele era uma mistura dos dois, num modo pior, pois dele eu apanhava.

- Adália você tirou leite hoje ? - Perguntou rasgando um pedaço de carne na mão

- Sim, meu pai. - Ele maneou a cabeça me autorizando a sentar e comer.

Meus irmãos conversavam besteiras, apostavam quem ficaria com a prostituta mais bela naquela noite, enquanto meu pai se embebedava com vinho caro.

Estavam coletando as coisas da mesa quando escultávamos gritos , gritos de várias mulheres ali na aldeia , podia jurar que em meio aquela gritaria toda , elas também choravam

Meu pai parece ter sido acordado quando três soldados entraram em nossa casa.

- Queremos as donzelas, um decreto vindo diretamente do castelo - Um deles disse, fazendo com que eu pressionasse as unhas nas mãos, tentando não deixar o medo me vencer, mas não adiantava, eu estava com muito medo ainda.

-Pode levar ela, Adália, pode levar. - A voz bêbada de meu pai preencheu o lugar. Eles me olharam rapidamente vindo em minha direção, quando pensei em correr Dahoma me segurou, os soldados amarraram minhas mãos, e me puxaram como um animal, antes de saírem jogaram um saco de moedas sobre a mesa.

Do lado de fora, a noite já fazia um frio enorme e nenhuma de nós, as moças que estavam ali, tinham direito de se cobrir.

Enquanto os soldados estavam em cima de cavalos bonitos e macios, cobertos com capas contra o frio, nós éramos arrastados por cordas que eles nos seguravam e se em algum momento uma de nós, tentasse parar, eles puxavam a corda fazendo com que andassem...

Quando paramos, foi no meio do nada, eles se deitaram para descansar, enquanto nos permaneciamos do lado de fora, amarradas nas mãos deles.

Não eram muitas moças, pelo que pudemos contar em algum momento da noite, eramos pelo menos quinze.

Eu me coloquei a observar a noite enquanto chorava baixo, as vezes soluçava, mas pensando que naquele momento Deus me abandonara e ai me lembrei que me abandonou quando eu cresci, quando minha mãe morreu e meu pai se esqueceu que até alguns dias eu era sua pequena princesa. Me abandonou e eu fiquei sozinha, entregue aos crocodilos ou seja para as mãos de quem iriam me jogar

O dia ainda nem havia clareado quando voltamos a andar, estava com cede e então me forcei a derramar lágrimas, para ao menos molhar a língua. Estavam caminhando a tanto tempo e eles nem pararam para nos dar água.

Meus olhos quase se fecharam por um instante, mas os abriram assim que senti o vento soprar em minha pele, observei tudo ao meu redor. Tinham bastante coqueiros, e a areia que meus pés afundavam estavam bastante quentes

Passamos por um pequeno vilarejo, as pessoas que estavam ali nos olhavam e continuavam seus caminhos, todas de cabeças baixas, eles só olharam uma vez e nenhuma mais.

Minhas costas doíam, o sol me castigava, enquanto o vento "abrandava" soprando ao redor

Minha garganta já estava seca, e nem lágrimas existiam mais, para molhar a língua, minha boca estava seca, e eu senti meu corpo estremecer a cada passo que dava, minha pele parecia que ia descolar do corpo de tão quente que aquele sol estava.

- Aguentem jovens donzelas, logo chegaram ao seu consolo - Eles riam com total ironia nas vozes.

A medida com que caminhávamos, algumas moças caiam, caiam de cansadas, pensei eu, mas elas estavam mortas, então eu precisava pensar no que fazer, pensar em como fugir aqueles homens, eu não tinha mais tempo para chorar, eu precisei agir, ou morreria ali como elas.

No meio da longa caminhada eles pararam, e por incrível que pareceram nos deram água e nos alimentaram com carne seca, então meu plano de me jogar ao deserto e fingir de morte, talvez não funcionaria, ou eu teria que fingir muito bem.

Se passou dois dias, dois dias que tomamos água só para molhar a garganta e não morrer, porem o cansaço era muito e já estava ficando fraca novamente, minhas pernas bambeavam e por duas vezes quase cai.

A noite paramos um pouco para eles descansarem , mas na madrugada partimos novamente , esperei que o sol se esquentasse muito , para meu plano começar , vez ou outra eu cambaleava chamando a atenção do homem que puxava minha corda .

Fiz isso por pelo menos três vezes, quando nos finais eu me joguei no chão e quando eles se aproximavam prendi a respiração, enquanto eles checavam o ar em minha boca e nariz.

- Outra morte, não vamos chegar com nenhum no destino

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