Giulia
Ele não queria ter filhos. Eu queria.
Mas aquela não era uma decisão que eu pudesse tomar sozinha. Uma criança merecia crescer cercada por amor, desejada pelos dois pais, e não ser motivo de disputa ou ressentimento.
Então fiz a única coisa que podia fazer naquele momento: aceitei. Engoli a decepção e tentei aceitar que talvez aquele sonho nunca se tornasse realidade.
— Que cara é essa, Giulia? — perguntou Georgina durante o café da manhã.
Levantei os olhos do prato e forcei um sorriso.