Danilo
— Você nem deve ter comprado um presente pra ela — disse Paolo.
E droga.
Eu realmente não tinha comprado nada.
Passei a mão pelo rosto, soltando o ar pesado.
— Vai embora logo, Danilo. Compra flores, chocolate, qualquer coisa que a Giulia goste.
Fiquei alguns segundos encarando meu irmão.
Paolo era a pessoa em quem eu mais confiava no mundo. Meu irmão, meu melhor amigo, o homem que conhecia cada lado sombrio meu e ainda assim permanecia ali. Ele sabia o quanto eu sempre detestei relacion