Sentada no banco traseiro do carro que Isabel insistira em usar para mandá-la de volta, Amélia observava a paisagem passar como um borrão cinzento e dourado. Ao seu lado, as sacolas de grife ocupavam quase todo o espaço, um lembrete físico e luxuoso de que sua vida simples havia ficado para trás.
- O que ele estava pensando...
Ela segurava o celular com as mãos levemente trêmulas. Queria dizer algo, mas as palavras pareciam pesadas demais. Como agradecer? Não conseguiu acreditar que Isabel e