O Bentley seguia discreto pela Oxford Street como um predador silencioso. Eu odiava amar o controle absoluto de Michael; a maneira como sua mão direita descansava sobre a alavanca de câmbio com uma casualidade que me lembrava, a cada segundo, de como aquela mesma mão havia moldado o meu rosto na noite passada.
Tentei focar no caos de Londres lá fora, mas o reflexo dele no vidro da janela me perseguia. Michael não precisava dizer nada para me desestabilizar; o leve curvar de seus lábios enquanto