CAPÍTULO 94 — O sangue não obriga
Gabriel Ortega entrou na delegacia com passos firmes, sem hesitar, como alguém que já havia tomado todas as decisões difíceis antes mesmo de cruzar aquela porta. O barulho do saguão — telefones, passos, vozes abafadas — não o distraiu. Caminhou direto até o balcão, tirou seu documento e o colocou calmamente diante do sargento de plantão.
— Preciso falar com o chefe de polícia — disse. — É urgente.
O sargento levantou os olhos, observou Gabriel por um instante e