Roman Ostrov
O ar da Rússia me recebeu como um golpe gelado no rosto. Atravessar o Atlântico para voltar à minha terra natal depois de um mês em Nova York era como despertar de um pesadelo apenas para descobrir que a realidade era ainda pior. As luzes da cidade, os arranha-céus imponentes e o anonimato que eu vivia por lá eram uma fuga. Mas aqui... aqui tudo me puxava de volta, como correntes invisíveis que eu não podia ignorar. O peso do sangue derramado, das promessas não cumpridas e da trai