Valentin
O vento cortante de Buenos Aires parece refletir a fúria que carrego dentro de mim. Estou sentado no canto mal iluminado deste bar imundo, cercado pelos caras que chamei para me ajudar. Nico, sempre com aquele sorriso presunçoso; Facundo, o brutamontes que só sabe seguir ordens, e Martín, o cérebro por trás das operações. São eles que eu escolhi para me ajudarem a recuperar o que é meu.
Laura.
Ainda lembro o rosto dela, o jeito como me olhava no início. Admiração. Submissão. Era assim