Hannah Santana
O crepúsculo de domingo tingia o céu de São Paulo com uma mistura de violeta e laranja queimado, uma paleta de cores que parecia refletir exatamente o estado da minha alma: vibrante, intensa e, pela primeira vez em muitos anos, em absoluta paz. Enquanto o Porsche de Levi deslizava silenciosamente para fora dos portões da mansão Bianchi, olhei pelo espelho retrovisor e vi a figura de Vitorino parada na entrada, observando-nos partir.
— Podíamos fazer isso todos os domingos... — L