Leonel Bianchi
A porta do escritório do meu pai fechou-se atrás de mim com um estrondo que, por um milésimo de segundo, pareceu sacudir as paredes revestidas de madeira de lei. Eu não estava apenas com raiva; eu estava carregando uma tempestade que vinha fermentando em meu peito desde o momento em que ele ousou pronunciar aquele nome. Laura.
Ele estava sentado atrás da mesa, o semblante sereno de quem acredita que a sua linhagem está intacta, de quem se orgulha de ter criado uma dinastia impec