Silvia Silva
O crepitar da lareira era o único som que ocupava o quarto, um estalo ritmado, quase como um batimento cardíaco. O calor das chamas dançava pelas paredes de madeira, projetando sombras longas que pareciam sussurrar segredos sobre o que estava prestes a acontecer. Eu estava na cama, com lençóis de linho fresco contra a minha pele, observando a porta do banheiro.
O vapor começou a escapar, uma névoa espessa que trazia consigo o aroma de cedro e do sabonete que ele usava. Quando a po