Silvia Silva
A livraria, com seu cheiro reconfortante de papel envelhecido e café fresco, era o meu santuário. Ali, o tempo parecia ter uma textura diferente, mais lenta e menos impiedosa que o ritmo frenético das salas de reunião da Holding que minha amiga Hannah enfrentava. Naquela tarde, a única trilha sonora era o cantarolar distraído da pequena Lana, que, sentada no chão de madeira, tentava copiar com lápis de cor o traço de algum personagem japonês que vira em um desenho.
Eu a observava