Silvia Silva
Vinte dias. Vinte dias de um silêncio que, curiosamente, foi mais ensurdecedor do que qualquer uma das discussões que Leonel Bianchi costumava provocar.
A livraria, agora movimentada, parecia um organismo vivo que eu tentava domar. O "sucesso" que ele me impôs — essa estranha forma de carinho agressivo — tinha transformado meu pequeno santuário em um campo de batalha logístico. Eu não estava dando conta. Entre o catálogo, as encomendas, a curadoria e a necessidade de manter a alma