A estrada até o hospital parecia maior que o normal. Camille encarava a cidade passando pela janela, mas não via nada. Só sentia o coração batendo no pescoço. O motor do carro preenchia todo o espaço, grave, constante, como se segurasse o mundo no lugar para que ela não desmoronasse. Melissa, no banco de trás, também não falou, digitava freneticamente, falava com alguém da promotoria, já acionando contatos, analisando possibilidades, riscos, implicações legais.
Quando finalmente entraram no es