Evitei. Evitei vê-la. Evitei sentir. Evitei ceder.
Horas depois, final da tarde...
Anna
A manhã virou tarde. E agora, o final dela pesa sobre mim como uma manta fria e eu me obrigo a manter os olhos na planilha. Os números dançam diante de mim, mas é uma dança vazia. Cada célula preenchida é uma tentativa desesperada de manter minha cabeça ocupada. De calar o que ecoa dentro de mim.
Talvez seja melhor assim. Mais importante do que ceder ao impulso de olhar para a porta toda vez que o som do elevador ecoa pela sala.
Faz tempo que não vejo Raul.