O quarto ainda cheirava a sua mãe. Lavanda. Pó de arroz. A essência de uma mulher que havia partido sem saber que estava sendo substituída antes mesmo de seu corpo esfriar.
Celine não chorou.
Chorar parecia uma fraqueza que ela não podia se permitir, não naquele dia, não naquela casa. Em vez disso, ela sentiu algo dentro de si endurecer, uma camada de gelo se formando sobre um lago que jamais descongelaria completamente.
Ela não desceu para o jantar.
Não desceu no dia seguinte.
Nem no outro.
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