55

O policial tira ela de dentro da sala e Artur entra no escritório ao lado de Fernando, eu e ele nos encaramos.

— Você está bem? — o investigador pergunta.

— Sim! — eu falo deixado as lágrimas descerem.

— Eu sinto muito por toda essa descoberta — ele fala — Eu tomarei o depoimento dela, eu consegui a liminar para que a gravação fosse usada como prova — eu o encaro .

— Obrigada.

— Eu vou precisar fazer algumas perguntas e que você vá depor novamente na delegacia — eu assinto.

— Claro — eu falo.

— Mas pode ser amanhã — ele fala — Eu aguardo você lá.

Eu me viro e vou até a mesa pegando a urna com as cinzas de Paulo a colocando novamente no cofre, em silêncio. Eu fecho a porta do cofre e coloco o quadro sobre e começo a chorar.

Eu jamais imaginei que conhecer Marília, ter uma amizade com ela, faria que no futuro ela destruísse a minha vida, eu me abaixo e começo a chorar muito, eu tinha perdido toda a dureza e firmeza que eu tive até agora enquanto falava com ela.

Eu olho para nossa foto e
Leia este capítulo gratuitamente no aplicativo >

Capítulos relacionados

Último capítulo