Lorena, da cama, conseguia ver o corredor pela pequena janela de vidro da porta.
Ela viu Dante ao telefone. Viu a expressão dele mudar, primeiro tensa, depois mais relaxada. Ele parecia animado. Os lábios se moviam com facilidade, e em algum momento ele até sorriu.
Helena, ela pensou.
O coração pesou.
Ela desviou o olhar.
Sabia que não tinha direito. Sabia que não podia se apaixonar por aquele homem. Na verdade, ela precisava ser grata por tudo que ele fazia por ela. A única coisa que deveria