Isabela Moretti não pensava em nada além do presente quando entrou na livraria.
Era sábado. O céu estava limpo, e a cidade parecia menos estranha do que nas primeiras semanas. Ela aprendera a gostar daquele bairro — das ruas estreitas, do café na esquina, da sensação de que ninguém a observava como parte de uma história antiga.
Livrarias tinham se tornado um refúgio. Não exigiam conversa, não pediam explicações, não cobravam versões. Bastava escolher um livro e ficar em silêncio.
Ela caminhou e