O tempo passou rápido demais.
Rápido de um jeito injusto.
Os dias que pareceram tão cheios, tão vivos, agora se comprimiam em horas.
E o assunto apareceu.
Inevitável.
Ele precisava voltar.
Era final de tarde quando Henrique disse.
Sem dramatizar.
Sem rodeios.
— Eu preciso ir amanhã.
Isabela estava encostada na bancada, com uma xícara nas mãos.
Ela não respondeu imediatamente.
Não porque não tivesse escutado.
Mas porque já sabia.
Desde o começo.
Ainda assim… ouvir tornava real.
— Eu sei — disse