O silêncio não se rompeu de imediato.
Ele se acomodou, pesado, mas diferente de tudo o que veio antes.
Não era tensão.
Não era ameaça.
Era ausência.
Henrique ainda mantinha o homem imobilizado contra a parede. A respiração dele já estava mais controlada, mas o corpo permanecia atento, pronto para qualquer reação.
Mas não houve reação.
Ele não tentou se soltar.
Não disse nada.
Não havia cálculo no olhar dele.
Só vazio.
Isabela observava sem pressa, como se aquele momento precisasse existir por c