Marcelo não era um homem paciente.
Mas era um homem cruel.
E homens cruéis sabem exatamente onde apertar quando queriam destruir alguém.
A foto estava sobre a mesa.
Daniel Rodrigues.
O nome circulado em vermelho.
Marcelo passou o dedo sobre o papel com calma, analisando cada detalhe como se estivesse avaliando um alvo — e não uma pessoa.
— Namorado… — murmurou, com um leve sorriso nos lábios.
Os olhos dele escureceram.
— Interessante.
Ele se recostou na cadeira, o olhar ainda