Eu não fui até a delegacia para assistir.
Fui para encerrar.
Era isso que deveria acontecer.
Simples.
Direto.
Inevitável.
Quando entrei, o ambiente já estava preparado para o interrogatório. O inspetor me lançou um olhar breve, daqueles que dispensam explicações.
Ela já estava lá.
Sentada.
Postura ereta.
Mãos apoiadas com elegância quase ensaiada.
Como se não estivesse em uma delegacia.
Como se estivesse... em controle.
Suzana levantou os olhos quando me viu.
E sorriu.
Não um sorriso aberto.
Ne