Três semanas.
Vinte e um dias medidos não por compromissos ou resultados... mas por sinais vitais.
Por números em um monitor.
Por cada pequena variação que significava que ela ainda estava ali.
Mas não comigo.
Ainda não.
A UTI já tinha se tornado um lugar familiar demais. Eu conhecia o som das máquinas, o ritmo das trocas de plantão, o olhar dos médicos quando tinham boas notícias... e quando não tinham.
Naquela manhã, porém, havia algo diferente.
— Vamos começar a reduzir a sedação — o médico