Capítulo 20. Dois homens.
Amanda estava diante da cafeteira, servindo-se de um café puro com uma calma invejável, vestida com um roupão de seda que abraçava as suas curvas.
Do corredor, junto à porta, Víctor a observava em completo silêncio. Seus olhos azuis estavam fixos em um único ponto: as mãos de sua esposa.
Aquelas mesmas mãos de dedos longos e unhas perfeitamente feitas que, apenas algumas noites atrás, haviam deslizado com tanta ousadia pelo seu peito nu.
Aquelas mãos que o haviam tocado com tanta fome na penumb