Capítulo 10 – Barulho na porta
O vento uivava entre as torres de aço e vidro do prédio corporativo, arrastando consigo as primeiras folhas secas de uma primavera que ainda não se atrevia a chegar, como se a mudança de estação também hesitasse em tocar um edifício onde a esperança parecia ter se perdido entre memorandos e renúncias. No 23º andar do edifício Castell, o ar condicionado zumbia, mais parecido com o murmúrio de um lamento do que com o conforto habitual, enquanto as janelas refletiam