Anne,
Eu não queria estar aqui. O cheiro de hospital me deixava nervosa, principalmente quando eu sou a paciente, e a cada segundo que passava, parecia que meu coração batia mais forte. Eduardo segura minha mão com força, tentando me dar apoio, mas eu sabia que ele também estava quebrado por dentro. Era o nosso bebê, nosso filho, o início da nossa vida.
A porta se abriu, e a médica entrou com um sorriso discreto.
— Oi, Anne... Eduardo. Como vocês estão? — Ela disse, com aquele tom de voz suave