Lia acordou antes do sol.
O quarto ainda estava escuro, silencioso demais para uma mente que não conseguia mais desligar. Virou de lado com cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse acordar algo dentro dela que já estava alerta há dias.
A mão foi direto ao ventre.
O gesto já não era consciente. Era instinto.
— Só mais um pouco — murmurou para si mesma, sem saber se falava com o próprio corpo ou com a vida que crescia ali.
Levantou devagar, foi até o banheiro e fechou a porta com cuidad