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Abri os olhos lentamente. O teto branco do hospital era a primeira coisa que via – uma superfície limpa, estéril, que me lembrava o quanto a vida podia ser frágil. Pisquei algumas vezes, sentindo a claridade do quarto arder em meus olhos. Sentei-me na cama com dificuldade, olhando para o soro que escorria por um tubo fino em minha mão.
— Ave... – a voz de Julian veio de algum lugar à minha direita. Ele e Clara estavam ali, ambos com expressões que eu não conseguia decifrar.
— O que acontece