Roberto entrou no quarto naquela tarde com uma expressão mais suave do que nos dias anteriores. Ele fechou a porta atrás de si e me olhou por um longo momento, como se estivesse avaliando se eu ainda estava frágil ou se já podia se aproximar.
Eu estava sentada na beira da cama, vestindo apenas uma camisola fina de algodão que ele havia me dado. Levantei o olhar lentamente, deliberadamente, e deixei um leve sorriso surgir nos lábios.
— Você veio me ver — murmurei, voz baixa e intencional.
Ele