༺ Enzo Beltron ༻
Observava a polícia agir, meus nervos à flor da pele. Estava ao lado de Pietro, tentando manter uma compostura que eu não sentia. A vontade de correr para a casa, de arrombar a porta e trazer Amara de volta era quase insuportável.
Mas precisávamos esperar. A segurança de minha mulher e seus filhos dependia da cabeça fria do Delegado Marino.
Nesse momento de tensão, meu telefone vibrou.
Eu me afastei um pouco de Pietro para atender. Era um dos meus funcionários do hospital.
— Doutor, chegamos com a ambulância, conforme o solicitado — a voz dele soou baixa do outro lado da linha. — Estamos posicionados um pouco mais atrás, caso haja necessidade ou ocorra alguma fatalidade.
Uma onda de alívio e angústia me atingiu. Era bom ter o suporte médico, mas a ideia de precisar dele me aterrorizava.
— Agradeço imensamente, fique por perto — respondi, mantendo a voz firme. — Se precisarmos, ligo para você entrar com a ambulância.
Encerei a ligação e voltei para junto de Pietro. O D