༺ Luca Beltron ༻
Sento-me na cadeira do escritório improvisado com o telefone do meu amigo de segurança na linha e uma sensação de frio correndo pela espinha. Lá fora o relógio da mansão marca as horas com uma precisão cruel; para nós, cada minuto vale ouro.
O cara do outro lado da ligação respira fundo e diz que está raspando servidores, verificando ping, triangulando sinais, linguagem técnica que me soa a magia agora, porque se aparecer um ponto no mapa, a gente encontra a minha família.
— Consegue fixar as coordenadas? — pergunto, minha voz curta, sem paciência para rodeios.
— Tenho uma leitura fraca, mas está se estabilizando — responde ele. — O rastreador soltou há pouco, pingando numa zona rural a sudoeste. Envio o link. Mas atenção: sinal fraco e pode ser um repetidor falso.
Olho para o monitor; o mapa abre e as manchas vermelhas tremem como sangue fresco. Mando o link em seguida para o grupo de irmãos com um trêmulo “é aqui”. Pietro sufoca um “deus” e escuto o barulho de passo