Maya Nogueira
A luz da manhã entrava pela persiana entreaberta do quarto de hospital, desenhando listras pálidas sobre o lençol branco onde minha mãe repousava.
O apito rítmico do monitor cardíaco, que antes me causava náusea, agora soava como uma canção de ninar. Ela estava bem.
O procedimento tinha sido um sucesso, a respiração estava estável, e a serenidade que eu tanto busquei nas últimas semanas finalmente ancorou naquele cômodo.
Mas não era apenas a saúde da minha mãe que me mantinha