Arthur Strauss
O motor do carro desligou, mas o silêncio que se instalou dentro da cabine foi muito mais barulhento do que o ronco do motor.
Estávamos diante da casa de Maya. A fachada simples, a rua familiar, o contraste gritante com a opulência e a liberdade desenfreada que havíamos vivido nos últimos dez dias no Caribe. Eu olhava para aquela porta de entrada e sentia uma aversão física, uma náusea que não tinha nada a ver com questões clínicas. Era a realidade, pesada e inegável, preparand