O ar no escritório de Killian, no coração do Rio, estava denso, pesado como a antecâmara de uma execução. O cheiro de café forte se misturava ao odor frio de metal, pólvora e chuva antiga impregnado nos homens que viviam em estado permanente de guerra. Sobre a mesa de mogno, os planos táticos do porto da Praça Mauá não pareciam mapas — pareciam autópsias antecipadas.
Havia fotografias aéreas, croquis de acesso, rotas de fuga, marcações de profundidade do cais, pontos cegos de vigilância e anot