Alta madrugada, Mansão dos Cunha.
A luz da lua atravessava as cortinas brancas de gaze e se espalhava sobre a cama de cor marfim, como se vestisse o corpo da mulher com um manto translúcido de luar.
Helena dormia tranquilamente.
Uma figura alta e esguia entrou, pisando sobre o feixe de luz da lua. Caminhou suavemente até a beira da cama e se agachou com cuidado.
Helena nada ouvia, nada percebia.
Bruno se ajoelhou diante dela. Ele ficou lá, em silêncio, escutando sua respiração leve e fitando seu