Anny Celik
Ao chegar à porta do meu apartamento, senti uma estranha inquietação. A luz do corredor era fria, quase clínica, mas não era isso que me incomodava. Olhei para a fechadura digital, um novo sistema que eu não lembrava de ter instalado. Franzi a testa, confusa, e levantei a mão para tocar o teclado, mas parei ao ouvir passos atrás de mim.
— Anny — a voz grave de Miguel soou próxima, e antes que eu pudesse me virar, senti sua mão firme pousar na minha cintura.
Um arrepio percorreu