Ele segurou a cabeça com dor, sua voz carregada de arrependimento.
— No sonho, fui um verdadeiro idiota. Sinto muito por tudo. Quero te compensar...
Dei um passo para trás, mantendo o tom frio e distante.
— Se você realmente quer compensar, então viva bem com a Mariana. Não venha mais atrás de mim.
Os ombros dele caíram de repente, o olhar suplicante.
— Eu não tenho mais chance? Não posso mesmo ficar com você?
Apontei para fora da porta, deixando claro que era hora de ir.
— Vai embora. Entre nós, nunca mais será possível!
Já que ele e Mariana moravam ali, não havia mais razão para eu permanecer.
A Família Fonseca, afinal, nunca tinha sido realmente minha casa.
Na manhã seguinte, arrumei minha bagagem e bati à porta de Teresa.
Coloquei um cartão bancário em sua mão e disse com tranquilidade:
— Obrigada por tudo nesses anos. Este dinheiro é uma forma de retribuir o cuidado de vocês.
Teresa ficou surpresa e logo tentou recusar.
— Serena, não precisa disso...
— Fique com ele. Provavelmente