Justo quando pensei que iria morrer ali, ouvi sons intensos de luta ao meu redor.
Os lobos renegados que me atacavam se dispersaram de repente, e vozes preocupadas soaram perto do meu ouvido:
— Senhora, está tudo bem? Consegue se levantar?
A patrulha chegou bem na hora. Eles me salvaram e, gentilmente, me levaram ao hospital.
Deitada na cama do hospital, sentia dores pelo corpo inteiro, mas, felizmente, não tive ferimentos graves. O médico disse que bastaria alguns dias de repouso.
Todos os exames que fiz no hospital foram organizados pela patrulha, que se mostrou muito solícita. Só quando a noite caiu é que Lucas entrou no quarto, com o rosto marcado pelo cansaço.
Ao me ver acordada, uma expressão de inquietação passou pelo seu rosto.
— Serena, como está se sentindo? Melhorou um pouco?
Eu olhei para ele sem expressão, sem dizer nada.
Ele esfregou as mãos, parecendo uma criança que fez algo errado.
— A Mariana ficou muito assustada, não queria me deixar sair de perto dela. Você sabe co