Três dias se passaram como um sopro frio pelas janelas da mansão. Anne e Charles se cruzaram nos corredores com a precisão de navios que evitam colisão — desvios educados, olhares baixos, o silêncio pesado de tudo o que ficou por dizer.
Agora, Anne está diante do espelho do quarto, o vestido azul-petróleo abraçando seu corpo como uma segunda pele. O tecido acetinado desce em linhas elegantes até o chão, as costas nuas até quase a curva da cintura. Ela luta com o zíper, os dedos escorregando no