GABRIEL MONTENEGRO
O som da orquestra tornou-se um ruído de fundo distorcido, um zumbido metálico que parecia perfurar meus tímpanos. Eu não estava mais em um salão de festas; eu estava em uma zona de guerra onde cada batida do meu coração parecia uma contagem regressiva. Meus olhos estavam fixos nelas. Na criança. Em Melissa. A mulher que eu enterrei e a criança que eu nunca soube que existia.
O choque inicial, aquele que me paralisou como uma estátua de gelo, quebrou-se em uma fúria cega e b