Mundo de ficçãoIniciar sessão— O senhor vê desenhos nas nuvens? — perguntou, confusa. — Não. Eu vejo destinos... Aldo Nogueira tem o poder de prever o futuro através da posição e formato das nuvens. Porém, seu próprio destino é formado por pequenas tragédias: uma filha que o odeia, um amor fracassado e uma imensa solidão. Viviane, filha de Aldo, fugiu de Serenia para encontrar o caminho que seu pai nunca pôde prever para ela, abdicando de um grande amor. Mas depois de se deparar com um imenso sofrimento, ela está de volta, com uma filhinha pequena, disposta a recomeçar. E ela se depara não apenas com seu amor do passado, lhe oferecendo uma nova chance, mas principalmente com um segredo de seu pai: cartas misteriosas que contam uma história, que nem mesmo as nuvens de Aldo foram capazes de prever.
Ler maisO céu finalmente parecia mais calmo. Uma brisa fresca e serena assumira o controle, mandando embora o vento gelado e forte. As nuvens cinza lentamente se dissipavam, como se anunciassem que o tempo estava mudando. Não apenas o clima, é claro... Elas também anunciavam que novos tempos de boa aventurança estavam a caminho. E Viviane sentia isso. Sentia que as tempestades de sua vida estavam prestes a se tornar chuvas bem-vindas de verão, sem maiores danos, sem temores, sem consequências irreversíveis. E as boas notícias já começavam a chegar, pois, após uma cirurgia de sucesso, Aldo estava fora de perigo. Ele já estava no hospital há três dias, e sua aparência melhorava a olhos vistos. Viviane ficara com ele o tempo todo; Lúc
Thales nem tentou resistir, não tentou fugir ou argumentar. O silêncio era sua melhor escolha diante daquelas circunstâncias. A escuridão estava dentro de seu corpo, e somente ele poderia buscar a luz. A ambulância não tardou a chegar. Aldo foi prontamente atendido e colocado em uma maca. Felizmente estava consciente, e o tiro tinha atingido seu ombro. Janine foi com ele na ambulância para que Viviane pudesse conversar com a polícia — que chegou logo depois — para explicar tudo que tinha acontecido. Os homens de Germano algemaram Thales, enquanto Mac abraçava Viviane e colocava uma jaqueta ao redor de seus ombros. Ainda estava assustada e tremendo, embora tentasse bancar a forte. Ao perceber que ela não desabava nem em uma situação como aquelas, M
Mais uma vez havia uma arma apontada para sua cabeça. Na primeira tivera sorte, mas não acreditava que o mesmo aconteceria. Um raio nunca caía duas vezes no mesmo lugar. E estava mais do que acostumada a raios e tempestades. Sentia que seu coração batia na velocidade da luz, em uma relação inversamente proporcional ao movimento dos ponteiros do relógio, que pareciam manter-se inertes, fazendo o tempo demorar mais a passar, apenas para torturá-la. Jimmy caminhava lentamente em direção a ela, balançando o corpo de um lado para o outro, dançando a música que ele mesmo cantava:"Pleased to meet youHope you guess my nameWhat is puzzling youIs the nature of my game..."[1]
Viviane respirou fundo, esperando a dor. Queria que, ao menos, a morte fosse rápida. Jimmy já lhe provocara muitas dores, e ela não sabia se estava preparada para mais. Sempre ouvira que quando uma pessoa estava prestes a morrer, sua vida passava diante de seus olhos por breves quatro segundos. Sabia que quatro segundos era um período curto demais para que revisse todas as coisas que tinha aprontado, portanto, não teria tempo de se arrepender de nada. Então, apenas três coisas preencheram sua mente enquanto esperava pelo que achava ser inevitável: o sorriso de Lúcia, que nunca mais veria novamente; não teria outra oportunidade de fazer amor com Mac, e o perdão de Aldo, que jamais receberia. Passara toda sua vida remoendo o passado e esquecera-se de aproveitar o presente, de valorizar cada segundo ao lado das pessoas que amava e nem ten





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