Pedro permaneceu alguns segundos em silêncio, os olhos ainda fixos na tela.
A mandíbula dele travou.
O ar na sala parecia ter ficado mais pesado.
Ele releu a última frase devagar.
“Adoro solas vermelhas.”
Pedro ergueu o olhar lentamente para Letícia.
Dessa vez não havia humor nenhum.
Só algo muito mais duro.
Protetor.
— Esse filho da puta tá te observando — disse baixo, controlando a própria voz.
Letícia passou a mão pelos cabelos, claramente nervosa.
— Eu sei.
— Desde quando você recebeu isso?