Letícia mal lembrava do caminho até a casa de Eduarda. Só sabia que, em algum momento, o carro parou, e ela já estava ali, na frente da porta, com o coração pesado demais para sustentar sozinha.
Assim que Eduarda abriu, não precisou perguntar nada.
— Letícia…
Foi só isso.
E bastou.
Porque Letícia já entrou chorando, sem conseguir segurar, abraçando a amiga com força como se aquilo fosse a única coisa que ainda mantinha ela de pé.
— Ei, ei… calma… — Eduarda falou baixo, passando a mão nas costas