Ela quis. Muito.
— Sempre foi assim — insistiu André. — Você olhando de fora. Chegando depois. Achando que silêncio é prova de sentimento.
Ele ergueu as sobrancelhas, provocador.
— Mas hoje de manhã? Ela não tava sozinha. E não era comigo.
Então ele sorriu.
Um sorriso torto. Sujo. Deliberado.
O tipo de sorriso de quem decide atravessar a última linha.
— Pode se convencer do que quiser, Pedro — disse, aproximando-se devagar, a voz baixa, venenosa. — Mas tem uma coisa que você nunca vai apagar. Eu fui o primeiro